O alto número de componentes encontrados em um automóvel, a falta de hábito dos brasileiros em exigir notas fiscais dos itens substituídos e a existência de um mercado negro para a venda de itens não originais são apontados pelos especialistas como os principais fatores que agravam o problema. “Quando levamos nosso veículo a um reparador estamos confiando nosso bem a um especialista, que tem condições de avaliar o problema e reconhecer uma peça falsificada, o que nós, leigos, não conseguimos fazer”, diz Luciano Sousa, assessor técnico da diretoria de fiscalização da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP). Só que, de acordo com o ele, apenas confiar no profissional ou no estabelecimento já não é o bastante, pois ele também pode ter sido enganado. “É preciso que haja uma mudança de cultura, para que os consumidores passem a exigir que todas as etapas do processo sejam documentadas por meio de orçamentos, notas fiscais e garantia. Esse procedimento dará segurança a todos os envolvidos”, afirma o assessor técnico do Procon-SP.

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